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Redução de verbas pode prejudicar Hospitais de Santa Casa   

16 FEV 2015
16 de Fevereiro de 2015

O anúncio feito pelo secretário estadual da Saúde, João Gabbardo, em reunião com a diretoria da Federação das Santas Casas do Rio Grande do Sul, de que a pasta sofreria um corte de 30% nos recursos causou espanto ao presidente da federação, Julio Dornelles de Matos, já que a situação financeira das entidades é crítica. Em valores absolutos, o orçamento de R$ 103 milhões mensais cairia para em torno de R$ 70 milhões. Em janeiro, o repasse já foi inferior ao acordado. 

A Secretaria Estadual da Saúde (SES), não confirmou os cortes. No entanto, está previsto a divulgação de um decreto, que oficializaria uma redução de 25% nas despesas de diversas secretarias.

 Para Matos, a situação é gravíssima. Já existe uma dívida de R$ 255 milhões referentes a serviços prestados em novembro e dezembro de 2014, que ainda não foi quitada pelo governo. Além disso, os hospitais filantrópicos já enfrentam déficits anuais superiores a R$ 400 milhões na prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS), que eram amenizados com o co-financiamento do Estado. “Não há como fazer com que os hospitais consigam funcionar plenamente com 30% de cortes nos gastos. É um absurdo, estamos indignados”, comenta o presidente. Do governador José Ivo Sartori, ele cobra coerência. “Havia sido dito que não haveria prejuízos para as áreas de saúde, educação e segurança pública. O que explica essa redução na verba? Queremos seriedade por parte dos gestores.” 

Cerca de sete milhões de gaúchos são dependentes do SUS. De acordo com Matos, hospitais localizados em cidades como Uruguaiana, Soledade, Santana do Livramento e Passo Fundo suspenderam ou estão prestes a interromper o atendimento ao convênio. No dia 27 de fevereiro, haverá uma assembléia geral para debater a possibilidade de suspender integralmente os atendimentos no Estado. Até amanhã, a federação pretende juntar uma lista de pacientes eletivos que têm procedimentos marcados para os próximos dias. “O governo tem que assumir a responsabilidade de avisar a população e esses pacientes de que o tratamento deles será suspenso. Não é obrigação nossa decidir quem será atendido ou não, é do governo”, reitera o presidente. Para ele, cortar recursos e querer que o sistema, já deficitário, oferecido pelos hospitais siga funcionando é utópico.

Fonte: Jornal do Comércio


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