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Secretário de Piratini diz que não pretende terceirizar organização da Semana Farroupilha 

21 MAI 2019
21 de Maio de 2019

Diante de rumores na comunidade de que a Semana Farroupilha 2019 de Piratini não seria realizada, o secretário municipal de Cultura, Fladimir Gonsalves, foi convidado a ir à Câmara e Vereadores duas vezes no último mês, principalmente por alguns parlamentares de partidos que compõem a base governista.

Nas duas ocasiões, o secretário foi questionado sobre como a prefeitura pretende realizar o evento esse ano. Os vereadores ainda afirmaram que, em nenhuma das oportunidades, foi aberto o que está sendo feito para viabilizar a festa.

Nos últimos dois anos, a festa foi organizada por uma empresa terceirizada, modelo criticado pela comunidade nas redes sociais. Gonsalves não descartou a possibilidade de novamente realizar pregão eletrônico para buscar interessados em fazer o evento, mas assegurou que a probabilidade de isso tornar a acontecer é muito reduzida.

“Não descartamos, mas somente será assim em último caso e se as demais alternativas as quais estamos trabalhando desde outubro de 2018 não forem efetivadas”, disse o secretário sem revelar quais são essas possibilidades.

“Poderá haver uma composição para que a festa seja uma realidade, mas não vamos detalhar agora, o que pretendemos fazer nos próximos dias, porque não queremos criar expectativas em cima de situações que podem vir a não se concretizar”, acrescentou.

Embora a terceirização não seja o objetivo, ele destacou que, as duas edições realizadas no governo de Vitor Ivan Rodrigues (PDT) não impactaram os cofres públicos e que, independente das ações que sua pasta deve tomar agora, a responsabilidade com os recursos públicos vem em primeiro lugar.

“Eu como secretário paguei muitas contas de edições anteriores, e embora que nós tenhamos buscado uma empresa para organizar a Semana farroupilha, devo lembrar que não ficou um só centavo para que a prefeitura pagasse depois, portanto temos a responsabilidade novamente com o dinheiro que é do contribuinte, pois não vamos atrasar salário de servidores e nem de fornecedores para fazer festa”, disse Gonsalves.

Ele encerrou admitindo que está difícil captar recursos, pois nas esferas estadual e federal ocorreu a troca de comando na Cultura, o que paralisou as tratativas para a promoção de atividades culturais em todos os municípios do Rio Grande do Sul.

“Tenho tido contato com os músicos e cantores e estão todos apavorados, pedindo socorro em busca de trabalho. Faremos o possível e em breve pretendemos divulgar o rumo a ser tomado com relação ao que vamos fazer esse ano”, conclui.

Fonte: Tradição Regional

Foto: Nael Rosa/JTR

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