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Museu Carlos Barbosa completa 44 anos em Jaguarão 

26 MAI 2019
26 de Maio de 2019

Na noite do último sábado (25), o Museu Carlos Barbosa completou seu 44º ano de existência no município. Para relembrar a trajetória do político jaguarense, a Fundação Carlos Barbosa, mantenedora do prédio, realizou uma recepção para autoridades, população e membros da Fundação.

Na ocasião, além de contar um pouco da história do Museu, foi feita a apresentação da nova gestão  2019/2021 para comunidade, tendo como atual presidente, Cleber Omar de Oliveira Gonzalez. Segundo ele, a Fundação Carlos Barbosa tem uma valia importantíssima. “Há mais de 40 anos, mantemos essa casa do mesmo jeito que foi deixada pelos herdeiros de Carlos Barbosa e nos sentimos muito honrados, pois aqui está um pouco da história de lutas dele e também um pouco da história do Município”, diz.

Em continuidade à programação, foi realizada a outorga da Medalha Cultural Doutor Carlos Barbosa Gonçalves à senhora Lídia Cristina de Ferreira Lucas Lima, como reconhecimento aos relevantes serviços prestados à comunidade jaguarense, quando de sua atuação no Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul.

Para Lídia, a homenagem emocionou a ela e sua família. “Quando eu era adolescente, morava aqui perto do museu e como, na época, não existia ainda guia turístico, eu prestava auxílio voluntário para a entidade, apresentando a casa e a vida de Carlos Barbosa para os turistas que aqui chegavam, e após, fui trabalhar como enfermeira no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre. Me mudei para a capital, mas meu impulso em ajudar os jaguarenses continuou, por isso sempre estava no auxílio quando necessário”, ressalta emocionada Lídia.

História

Construído em 1888, possui estilo eclético, utilizando elementos de decoração de mitologia clássica greco-romana. A casa é considerada uma inovação para a arquitetura da época, já que conta com um passadiço todo envidraçado, que circunda um lindo jardim, além de proporcionar à residência luminosidade e ventilação. Possui cômodos de verão e inverno e foi a primeira casa de Jaguarão a ter luz elétrica e conserva suas lâmpadas originais funcionando até os dias de hoje.

O atual museu foi residência de Carlos Barbosa Gonçalves e sua família. Ainda em vida, sua esposa, dona Carolina Barbosa Gonçalves, deixou expressa a vontade de que seus bens fossem doados a uma fundação, já que seus únicos netos ainda eram solteiros. Com isso, suas filhas moravam na residência depois da morte de seus pais. Mantiveram os bens da família conservados, e em seus últimos anos de vida moravam apenas na ala oeste da casa. Sendo a única filha ainda viva, Dona Eudóxia acabou cumprindo a vontade de sua mãe, e deixou em seu testamento a criação da Fundação Carlos Barbosa. Com isso, todos os bens foram doados a essa fundação, inclusive a residência do atual museu.

Foto: Juliana Lima/JTR

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